O governo do Metrô abriu uma licitação para contratar o anteprojeto e o EIA/RIMA da linha 21-vinho, que ligará Diadema à zona leste de São Paulo. O estudo visa definir o trajeto, as 21 estações e o custo estimado em 35 bilhões de reais.
A linha terá cerca de 23 quilômetros de extensão e poderá atender até 740 mil passageiros por dia. A conclusão dos estudos pode levar a previsão de 10 a 11 anos para ficar pronta, conforme a administração.
O traçado passará por Diadema, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e cidades do ABC, além de cruzar as rodovias dos Imigrantes e Anchieta. A expectativa é reduzir o tempo entre Diadema e a região de Itaim Bibi para cerca de 30 minutos.
A iniciativa prevê conexões com a futura linha 20-rosa, além de ligações com linhas já em operação e com BRTs na região do ABC. O objetivo é ampliar acessos às zonas Sul, Oeste e leste da capital paulista.
Impactos esperados e conexões
Segundo o Metrô, o tempo de deslocamento entre Diadema e São Caetano do Sul deve cair de 40 minutos para 17 minutos. Entre Diadema e Itaim Bibi, a redução ficará próxima de 1h30 para 30 minutos.
O ramal deverá ampliar o alcance a serviços e bairros como Saúde, Planalto Paulista, Moema e Vila Olímpia, entre outros. A linha 21-vinho também promete reduzir a sobrecarga nas linhas 1-azul e 2-verde.
Atualmente, estão em obras expansões do metrô para a região metropolitana, incluindo Guarulhos (linha 2-verde) e Taboão da Serra (linha 4-amarela).
A gestão diz que o conjunto de projetos busca diminuir a dependência de viagens pelo centro da capital.
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