La polícia Civil de São Paulo indicou que Laessio Rodrigues de Oliveira, considerado o maior ladrão de obras de arte do Brasil, atuou como mentor intelectual do roubo à Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo, em dezembro de 2025. A investigação aponta que ele planejou a ação criminosa e estruturou a tentativa de inserir as obras no mercado clandestino de arte.
Laessio integrava uma organização criminosa com divisão de funções, envolvendo execução do furto, ocultação das peças e negociações com intermediários do mercado ilegal. Segundo a Polícia Civil, o suspeito já havia sido preso pela Polícia Federal neste ano, no Rio de Janeiro, sob a suspeita de tentar corromper um segurança para furtar novas obras de arte.
Nesta sexta-feira, 22 de dezembro, a operação que resultou em mandados de prisão e de busca e apreensão ocorreu em São Paulo e no Rio de Janeiro. Dois outros investigados foram presos, e foram apreendidos quadros sem comprovação de procedência e celulares para perícia. A ação foi conduzida pela Cerco, sob o comando do delegado Ronald Quene.
A investigação também relaciona Laessio a outros furtos de alto valor histórico no país. O caso do roubo na biblioteca remonta a 13 obras roubadas na manhã de 7 de dezembro, durante a invasão de dois homens armados que renderam uma vigilante e um casal de idosos. Entre as peças estavam gravuras de Matisse e de Candido Portinari.
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