Durante a última etapa da operação Contenção, a Polícia Civil do Rio de Janeiro localizou uma fazenda clandestina de criptomoedas nos fundos de um mercado do Complexo do Lins, na zona norte da cidade. O espaço era usado para mineração de bitcoins por meio de ligações elétricas improvisadas, segundo os investigadores. Diversos computadores estavam ligados, gerando alto consumo de energia.
A ação resultou na prisão de dez pessoas. Também foram apreendidos drogas, celulares, equipamentos eletrônicos e veículos roubados. Um homem, apontado como gerente do tráfico da Camarista, foi baleado durante o confronto com os agentes e permanece sob custódia em hospital da região.
A operação, executada pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizads e Inquéritos Especiais) e pela 26ª DP (Todos os Santos), contou com apoio de unidades de diferentes departamentos da Polícia Civil. A investigação indica que o núcleo criminoso no Complexo do Lins controla atividades como tráfico de drogas, roubos de veículos, assaltos a pedestres e ataques a instituições bancárias.
Estrutura criminosa e monitoramento
Segundo a Draco, integrantes do grupo acompanhavam em tempo real a movimentação das forças de segurança nos acessos à comunidade. Utilizavam canais restritos para compartilhar alertas sobre operações, deslocamento de viaturas, blindados e aeronaves.
Golpe da falsa central telefônica
A ação também cumpriu mandados contra suspeitos de uma organização criminosa ligada a golpes por meio da “falsa central telefônica”. Uma mulher investigada foi presa. A quadrilha, com colaboração do Tribunal do Piauí, fingia ser representante de bancos para induzir as vítimas a contatar uma central clandestina.
De acordo com as investigações, os criminosos obtinham dados bancários e acessos a aplicativos financeiros, permitindo transferências fraudulentas. As autoridades continuam identificando outros integrantes e rastreando ativos financeiros ligados ao esquema.
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