Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogada, está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, desde sexta-feira (22). A transferência ocorreu após a operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A Justiça paulista negou, no domingo (24), o pedido de liberdade em liminar.
Segundo a Polícia Civil, a detenta ocupa uma cela especial de 9 metros quadrados, compartilhando o espaço com outra advogada. A rotina diária começa às 7h e se estende até as 18h, com uso de banho de sol, refeições e retorno à cela em horários específicos.
Até o início desta semana, ninguém da família apareceu para entregar o televisor autorizado na unidade, autorizado para uso pela visitante. A família pode requerer visitas, mas não há confirmação de cadastramento no rol de visitas de Deolane.
Contexto da prisão
A operação Vérnix levou à prisão de Deolane na quinta-feira (21). O mandado parte de Presidente Venceslau, com base na necessidade de cumprir medidas cautelares no interior de São Paulo. A defesa ajurou habeas corpus, que foi negado pelo TJ-SP no dia 24.
De acordo com o inquérito, obtido pela imprensa, Deolane atuava como uma espécie de “caixa” do esquema, com valores do grupo criminoso depositados em contas associadas à influenciadora. Investigações apontam que os recursos eram misturados a outras atividades e, em seguida, retornavam à organização.
A transferência para o interior ocorreu por questões processuais relacionadas à origem do mandado, já que o crime envolve suspeitas com base em Presidente Venceslau e demais localidades da região. As apurações seguem para esclarecer o papel de cada envolvido no esquema.
A unidade penitenciária permite leitura e jogos como dama, xadrez e dominó. A ocupante também pode dispor de ferramentas de higiene pessoal e itens de conforto, mantendo o convívio com outra advogada na cela.
A defesa também solicitou prisão domiciliar, recurso que foi rejeitado pelo STF em decisão publicada anteriormente, citando a ausência de ilegalidade na prisão. A decisão do TJ-SP mantém Deolane na custódia até nova apreciação processual.
A equipe de segurança informou que, até o momento, não houve registro de visitas da família, apenas do acompanhamento do advogado. A situação de visitas para advogadas é diferente da para o público em geral, com horários específicos.
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