O Atlas da Violência 2026 aponta que, em cinco anos, as mortes envolvendo motocicletas subiram 38% no Brasil. O estudo associa o avanço da economia de aplicativos à mudança na mobilidade urbana e aos impactos na segurança viária.
Segundo o levantamento, o crescimento é mais acentuado nas regiões onde a economia de apps já está consolidada, como no Piauí, onde 72,7% das mortes no trânsito em 2024 envolveram motocicletas. O aumento acompanha a maior circulação de motos.
O relatório ressalta que a expansão do uso de apps de transporte por meio de motocicletas, como Uber e 99, contribuiu para o crescimento do número de veículos nas ruas, elevando o risco de acidentes e de crimes.
A facilidade de circulação e o uso de capacete, que pode favorecer o anonimato, são apontados como fatores que podem facilitar ações criminosas, como roubos, além de aumentar o risco de fatalidades.
Além disso, o estudo destaca mudanças na mobilidade urbana, com mais pessoas optando pela moto por razões econômicas e de praticidade, mas aponta falhas de fiscalização e de políticas públicas específicas para o setor.
O Atlas é produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reunindo dados oficiais e pesquisas próprias para oferecer um panorama da violência no país.
O documento defende atenção das autoridades para implementação de políticas de fiscalização, educação no trânsito e incentivo ao uso de equipamentos de segurança, buscando reduzir crimes ligados às motocicletas.
A publicação ressalta que a violência no trânsito é uma das principais causas de morte no Brasil e reforça a necessidade de ações integradas para melhorar a segurança viária.
O Atlas da Violência 2026 está disponível para consulta pública e traz análise de tendências de violência urbana, homicídios, acidentes de trânsito e outros indicadores.
Fonte: Agência Brasil
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