A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra dos Santos foi presa preventivamente na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix, realizada pela força-tarefa da Polícia Civil de São Paulo. Segundo as investigações, ela atuaria na lavagem de dinheiro da cúpula do PCC por meio de uma transportadora de fachada. Deolane nega os ilícitos e afirma estar sendo alvo de perseguição.
A polícia afirma que Deolane controlava 35 empresas de fachada, registradas no mesmo endereço, em Martinópolis, no interior paulista. Os investigadores apontam repasses financeiros da transportadora ligados à organização criminosa, sem identificação de serviços legais que justifiquem os pagamentos.
De acordo com a Justiça, havia bloqueio de R$ 357 milhões em bens e ativos financeiros, incluindo veículos de luxo atribuídos à Deolane e a investigados da facção, como Marcos Willians Herbas Camacho e o irmão dele. A defesa sustenta que os valores vinculados à acusação não correspondem a honorários advocatícios ou atividades lícitas.
Em carta ditada pela presa a uma irmã, Deolane afirma que está inocente e que foi acordada com um fuzil à porta de casa na prisão. Ela contesta também a acusação de possuir 37 empresas, alegando jamais ter atuado como responsável por tais estruturas.
A Penitenciária Feminina de Tupi Paulista abriga Deolane, após a prisão na capital. O complexo fica na Rodovia João Ribeiro de Barros, na zona rural de Presidente Venceslau, com cerca de 20 mil metros quadrados de área construída. A unidade oferece tratamento diferenciado a advogadas presas.
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