O Tribunal de Contas do Estado do Paraná aponta falhas graves em parte da duplicação da PR-317, entre Maringá e Iguaraçu. A fiscalização identificou 21 quilômetros com asfalto de espessura inferior e qualidade abaixo do contratado, segundo o TCE-PR. A orientação é que o DER-PR refaça os trechos comprometidos e busque ressarcimento dos prejuízos.
Segundo o relator Augustinho Zucchi, a empresa responsável pela obra, a TCE Engenharia Ltda, utilizou menos asfalto do previsto, o que pode provocar deflexão maior na pista, sob carga. A situação aumenta o risco de buracos e rachaduras precoces.
Como consequência, o uso público da rodovia fica comprometido, elevando o desperdício de recursos. O TCE determinou prazos para medidas técnicas e legais, com impactos diretos na durabilidade da reforma.
Situação atual e responsabilidades
O DER-PR afirmou que realiza processos administrativos para apurar responsabilidades e aplicar sanções. O contrato foi rescindido no início de 2025 por atrasos e não-conformidade nos serviços.
O órgão informou que as não-conformidades já verificadas serão sanadas na obra em andamento, executada por outra empresa. Ainda assim, a TCE Engenharia Ltda permanece responsável pelas irregularidades apontadas.
A reportagem procurou a TCE Engenharia Ltda para posicionamento. A empresa não respondeu até a publicação desta matéria.
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