O vazamento de dados no INSS, divulgado nesta terça-feira pela Dataprev, atingiu 2,8 milhões de CPFs. O incidente foi confirmado em reunião do CNPS e envolve informações de segurados, incluindo datas de nascimento. A maioria dos dados expostos pertence a pessoas já falecidas.
Segundo a Dataprev, cerca de 98% dos CPFs acessados referem-se a falecidos. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram dados sensíveis expostos durante o ocorrido, que ocorreu em abril. O número atual supera a estimativa inicial de 2 milhões de registros.
De acordo com a investigação preliminar, a falha ocorreu no aplicativo Meu INSS. Uma área que deveria exigir login estaria acessível sem autenticação e aceitava respostas em ambientes públicos, permitindo consultas indevidas. O incidente durou um dia.
Medidas e desdobramentos
A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado e que novas barreiras de segurança estão em desenvolvimento para impedir consultas simultâneas. Foram implementados controles de acesso adicionais para reduzir riscos.
O INSS ressaltou que a concessão de benefícios envolve múltiplas etapas de validação e reforçou seus mecanismos internos de segurança. A autarquia informou que trabalha para ampliar a proteção dos dados durante a análise de benefícios.
O caso foi identificado em 22 de abril e tornou-se público apenas na semana passada. A Dataprev e o INSS acionaram a ANPD, que acompanha o caso. Especialistas em segurança digital destacam preocupações com o volume de informações expostas e possíveis usos indevidos.
Historicamente, o INSS já passou por incidentes de segurança. Em 2024, houve outra ocorrência que expôs dados de aposentados e beneficiários, levando o governo a reforçar as proteções dos sistemas previdenciários.
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