Uma estudante foi alvo de uma tentativa de assalto na porta de casa, em frente à portaria principal da PUC Minas Coração Eucarístico, no horário de pico de terça-feira, 26, às 12h01. O agressor teria seguido a vítima após circular pelas câmeras de segurança, tentou levar o celular e fugiu após a resistência da vítima, que ficou com ferimentos leves no pescoço e arranhões. Um boletim de ocorrência já foi registrado.
Moradores relatam que a criminalidade é antiga na região e apontam que o problema se intensificou nos últimos meses. Em resposta, estudantes criaram um grupo de alerta e, ontem, 28, registraram mais de 200 integrantes para acompanhar casos na universidade. A mobilização busca levar as denúncias à reitoria para medidas, segundo relatos da comunidade.
Casos recentes na PUC e percepção local
A principal faixa das ocorrências são mulheres jovens. Além da tentativa na universidade, há registros de arrombamento de carros seguidos de furtos na região, com atuação de dois suspeitos em moto, conforme moradores. A Polícia Militar mantém base móvel na praça do bairro, mas, segundo moradores, o patrulhamento não impede os delitos diários.
Outros relatos destacam o episódio envolvendo a estudante Larissa, em frente ao planetário da PUC, na noite de quinta-feira anterior. O agressor a abordou com violência, a vítima gritou por ajuda e o suspeito fugiu quando um jovem apareceu. Ela registrou a denúncia na ouvidoria da instituição; não houve retorno efetivo, segundo relato da vítima.
Medidas e histórico de segurança pública
A estudante tentou registrar boletim no Posto da PM local, mas foi orientada de que não seria possível, pois nenhum pertence foi tomado. Imagens do ocorrido estão sob requerimento da polícia, segundo a universidade, que disse ter registrado as imagens; a liberação depende da presença de autoridade policial. O caso ficou subnotificado conforme relatos.
Moradores lembram ações de 2017 para reduzir violência no bairro, incluindo patrulhamento 24h, posto policial na PUC, melhoria de comunicação entre PM e universidade e limpeza que favoreceu iluminação. Eles afirmam que a criminalidade aumentou no final de 2025 e que, em janeiro, os relatos tornaram-se diários, levando ao surgimento de grupos de alerte e proteção comunitária.
Fonte: registros da comunidade, da universidade e de relatos veiculados pelo portal de notícias Record/MG.
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