A manhã do quarto dia do julgamento do ex-vereador Jairinho e de Monique Medeiros teve os depoimentos de Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, de 18 anos, e de sua mãe, Natasha de Oliveira Machado. A sessão ocorre pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro.
Kaylane relatou agressões desde a infância, incluindo episódios em que seria afundada em uma piscina. Ela descreveu socos na cabeça, aperto de braços e uso de gesso após uma das agressões. A jovem disse sentir culpa por não ter denunciado antes.
Natasha confirmou o relato da filha e disse ter temido a influência política de Jairinho e do pai dele, Leniel Borel, no caso. Ela afirmou que não denunciou por acreditar que não adiantaria na delegacia e relatou perseguição após o fim do relacionamento.
Durante a audiência, a defesa questionou a proximidade de Natasha com Leniel Borel e insinuou que esse vínculo teria influenciado depoimentos. Natasha negou qualquer influência e disse que Jairinho tentou obter informações sobre ela e Kaylane.
O júri segue sob expectativa de esclarecer as responsabilidades. O caso envolve a acusação de que Jairinho provocou lesões fatais em Henry com agressões, enquanto Monique Medeiros, mãe da criança, seria omissa diante da violência.
Na abertura da sessão, o advogado de Jairinho afirmou esperar um julgamento justo, enfatizando que as provas devem embasar a decisão. A defesa destacou não ter acesso a todas as provas, ressaltando que o processo pode ser anulado se houver condenação.
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