A Casa Batlló, ícone do modernismo catalão, reabriu ao público em maio de 2026 após um amplo projeto de restauração. O investimento chegou a aproximadamente 4 milhões de euros, com o objetivo de devolver elementos originais de Antoni Gaudí e ampliar a oferta de visitação.
A partir de agora, o visitante pode conhecer pela primeira vez um apartamento histórico no terceiro andar. São cerca de 440 metros quadrados que preservam a atmosfera doméstica criada por Gaudí em 1906. O espaço permaneceu inacessível ao público por mais de um século, ocupado por descendentes da família Batlló até 2019.
Restauro e espaço inédito
Os responsáveis pelo projeto destacam que a abertura do andar recupera parte essencial da história da casa e a coloca à disposição mundial. O apartamento é considerado uma das áreas mais bem preservadas da construção.
A Casa Batlló, localizada no Passeig de Gràcia, é um marco do modernismo. A fachada ondulada e os detalhes inspirados na natureza chamam a atenção de milhões de visitantes, consolidando a obra como cartão-postal da Espanha.
A edificação integra a Illa de la Discòrdia, região conhecida por reunir diferentes estilos de arquitetos modernistas. Gaudí é o nome mais associado ao conjunto, cuja ousadia arquitetônica é reconhecida internacionalmente.
Legado e contexto histórico
Entre as características marcantes está a ausência de linhas retas. Gaudí privilegava curvas, superfícies sinuosas e referências naturais. A fachada utiliza o técnica do trencadís, com mosaicos coloridos de vidro e cerâmica.
O telhado é famoso pela forma que lembra o dorso de um dragão, associada à lenda de São Jorge. A estrutura completa, com colunas que parecem ossos, rendeu à casa o apelido Casa dos Ossos.
O interior impressiona pela iluminação natural, vitrais, claraboias e escadas curvas. Partes desenhadas sob medida para a residência tornaram-se peças históricas do design. Ao longo do tempo, o prédio abrigou empresas e moradores.
Desde os anos 1990, a família Bernat administra a propriedade, conduzindo a restauração e a abertura ao público. Em 1995, a casa tornou-se atração cultural. Em 2005, foi incluída pela UNESCO no Patrimônio Mundial.
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