Julio Le Parc, artista argentino reconhecido por investigar luz, cores e movimento, morreu neste sábado (30) aos 97 anos. A informação foi divulgada pela galeria Nara Roesler, representante do brasileiro no Brasil e do expoente da arte cinética.
A galeria destacou que Le Parc transformou luz e movimento em experiências visuais memoráveis, transcendente às fronteiras da arte. A perda é lamentada pela equipe, que relembra a importância do artista para a história da arte contemporânea.
Origem e formação
Nascido em Mendoza, Argentina, em 1928, Le Parc viveu uma infância humilde. Filho de costureira e ferroviário, abandonou a escola ainda jovem e seguiu para a prática artística nas ruas.
Grav e trajetória na Europa
Entre 1960 e 1968, fundou o Grav, grupo que desafiou tradições com obras de baixo custo e espaço não convencional. O Grav questionou a centralização de galerias e levou a arte para espaços públicos e ruas.
Estilo e reconhecimento internacional
As obras de Le Parc enfatizaram geometria abstrata, ilusões ópticas e o diálogo entre cores. Em Paris, desenvolveu uma carreira global, com presença em museus e coleções internacionais.
Exposições e presença no Brasil
A parceria com a galeria Nara Roesler começou em 2001, marcando a presença de Le Parc no Brasil. Mostras chegaram a instituições como a Pinacoteca de São Paulo e reforçaram o alcance mundial do artista.
Visibilidade mundial
Entre seus veículos de divulgação, figuram o MOMA de Nova York e museus em Paris e Chicago. As obras exploram a relação entre público e obra, com foco em luz, cor e movimento.
Exposição de referência
A partir de 11 de junho, o Tate Modern, em Londres, abre a exposição Julio Le Parc: Light. Colour. Action, em cartaz até 2027, destacando a trajetória do artista.
Este texto está em atualização.
Entre na conversa da comunidade