O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançam a Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming do audiovisual brasileiro, no Rio de Janeiro. O evento ocorreu durante o Rio2C, na Cidade das Artes, neste sábado (30 de maio de 2026). O objetivo é oferecer conteúdo nacional sem cobrança.
O governo informou investimento inicial de 9 milhões de reais para formar o catálogo. Não foram detalhados os custos com desenvolvimento tecnológico, infraestrutura e operação contínua. A plataforma estreia com 555 obras produzidas entre 1910 e 2025.
O acesso ocorre via site telabrasil.cultura.gov.br, com login pela conta Gov.br. A versão web é a única disponível no lançamento; apps para Android e iOS devem chegar em até 30 dias. A tecnologia foi desenvolvida pela UFAL, com cerca de 80 profissionais, e a infraestrutura é da Serpro.
Catálogo e acesso
A seleção contempla curtas, médias, longas, telefilmes e séries. Entre as obras, 19 filmes que representaram o Brasil no Oscar constam no acervo, ao lado de títulos clássicos como Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e Central do Brasil, de Walter Salles.
A plataforma não terá publicidade nem coleta de dados com fins comerciais. O objetivo é ampliar o acesso a produções nacionais, preservando memória audiovisual e fortalecendo o cinema brasileiro.
Cooperação com TV Brasil
Na mesma ocasião, MinC e EBC firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para integrar progressivamente mais de 150 títulos da TV Brasil à Tela Brasil. Isso corresponde a cerca de 3.000 horas de conteúdo adicional. A parceria visa fortalecer o acervo público de conteúdo audiovisual.
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