O júri do caso Henry Borel seguiu nesta segunda-feira, 1º, no oitavo dia de julgamento. As últimas testemunhas estão sendo ouvidas e, a partir de amanhã, a sessão deve seguir para os interrogatórios dos réus, o ex-vereador Jairinho e a mãe Monique Medeiros, que respondem por homicídio duplamente qualificado.
O perito legista Leonardo Tauil afirmou que Henry não morreu por acidente doméstico nem por falha no atendimento. O laudo necroscópico aponta laceração no fígado com hemorragia interna, considerada resultante de uma ação contundente.
O depoimento corrobora as informações do legista aposentado Luiz Carlos Leal Prestes e da pediatra Maria Cristina de Souza, que participou do atendimento. A médica relatou que Henry já chegava sem pulso ao Barra D’Or, e as manobras de reanimação seguiram a pedido do pai, sem relação entre hematomas e o atendimento.
Controvérsia sobre o laudo
Advogados de Jairinho questionam o laudo do IML, alegando imprecisões. Tauil disse ter ocorrido um erro de digitação ao reutilizar arquivos de laudos anteriores, mas manteve as conclusões técnicas da perícia.
Ao todo, 25 testemunhas devem ser ouvidas. Em seguida, haverá interrogatórios dos réus, seguidos por argumentos finais da acusação e das defesas. Os jurados, então, votarão e a juíza lerá o veredicto.
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