O perito legista Leonardo Huber Tauil afirmou que não há sinais de que Henry Borel tenha morrido em decorrência de um acidente doméstico. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira, durante o 8º dia de julgamento do caso.
Tauil realizou os exames de necrópsia e assinou o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Questionado sobre uma reprodução simulada da morte, ele disse não ter encontrado móveis na casa que apontassem para uma queda espontânea que causasse lesão hepática.
O depoimento ocorreu no âmbito do processo que apura a morte do menino Henry Borel, aos 4 anos, ocorrida em 8 de março de 2021. Monique Medeiros, mãe da criança, e o padrasto Jairinho são réus no caso.
Em 2022, durante o primeiro julgamento, Tauil havia defendido a hipótese de agressões como causa da morte, afastando a possibilidade de manobras de ressuscitação como fator principal. O atual debate ocorre em meio a novas informações apresentadas no tribunal.
O laudo do IML, assinado pelo perito, continua a ser parte central das controvérsias sobre a dinâmica da morte e a possível contribuição de terceiros. Não houve, neste momento, conclusão sobre a dinâmica exata dos fatos.
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