Wianey Pinheiro, jornalista brasileiro, faleceu aos 77 anos na capital paulista, neste domingo. A morte ocorreu em São Paulo; o velório ocorreu nesta segunda-feira no cemitério da Vila Mariana. O caixão foi acompanhado por familiares, sem divulgação de causa oficial.
Nascido em 1949 no Ceará, ele se mudou ainda criança para São Paulo e seguiu carreira no jornalismo preservando a marca de profissional rigoroso. Formado pela PUC-SP, iniciou na área de comunicação do Bradesco durante a faculdade.
Ao longo da trajetória, Pinheiro passou por Gazeta, Diário da Noite, France Presse e Jornal da Tarde. Na Folha, comandou a sucursal do Rio e coordenou a cobertura da morte de Juscelino Kubitschek, produzindo um caderno de 16 páginas sobre a vida do ex-presidente.
Na Globo, atuou no Bom Dia, São Paulo, Jornal Hoje e Jornal Nacional. Em 1986 assumiu a redação nacional do jornalismo da emissora; retornou em 1989 como editor regional em São Paulo, antes de deixar a empresa após as eleições daquele ano.
Depois da Globo, abriu a agência GW e se dedicou à comunicação política. Chefiou campanhas vitoriosas de Mário Covas para o governo de São Paulo (1994 e 1998) e de José Serra para a prefeitura (2004). Pinheiro deixou dois filhos.
Quem foi seu entorno descreve um profissional de grande ética e compromisso com o factual. Celso Pelosi, ex-colega, o lembrava como alguém correto e consciente do papel do jornalismo.
A ex-mulher, Ananda Apple, publicou online que Pinheiro foi um dos maiores jornalistas do país, destacando a elegância e a precisão de seus textos, bem como seu caráter íntegro. O depoimento ressalta o respeito que ele conquistou.
Pinheiro iniciou a carreira ainda na graduação, com passagem pela área de comunicação do Bradesco. Sua atuação na Folha, Globo e em campanhas políticas marcou uma era do jornalismo brasileiro pela variedade de plataformas e pela cobertura de temas complexos.
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