O julgamento de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, e Jairinho entra em uma fase decisiva. Nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, um perito do Instituto Médico-Legal (IML) afastou a hipótese de que a morte da criança ocorreu por uma queda acidental no imóvel da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O perito Leonardo Tauil afirmou que, segundo literatura médica, não foram encontrados objetos ou móveis no apartamento que pudessem provocar laceração hepática por uma queda. O laudo contestou a versão de acidente doméstico apresentada anteriormente.
O caso envolve Monique Medeiros e Jairinho, ambos réus, acusados de uma série de crimes, entre eles homicídio qualificado e tortura, relativos à morte de Henry, aos 4 anos, em março de 2021. A defesa de Jairinho questiona o laudo, enquanto a defesa de Monique já enfrentou decisões judiciais distintas ao longo do processo.
Avanços no julgamento
O Ministério Público e a defesa devem apresentar novos posicionamentos a partir de agora, com depoimentos previstos para esta semana no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O foco inicial permanece na elucidação das circunstâncias da morte da criança e na avaliação de evidências apresentadas até o momento.
O perito destacou que, na avaliação do local onde Henry foi encontrado sem vida, não existem indícios de que uma queda tenha causado a lesão no fígado. A conclusão contribui para a linha de investigação que mira outras possibilidades, distintas da queda acidental.
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