A juíza Paula Velloso Rodrigues Ferreri, da 19ª vara Cível de São Paulo, condenou solidariamente a jornalista Grace Kely Abdou Santos e a Record a pagar R$ 15 mil por danos morais a um advogado que foi ofendido e agredido durante discussão em frente ao DEIC, o Departamento Estadual de Investigações Criminais.
Segundo os autos, o advogado estacionou a motocicleta em vaga destinada a profissionais inscritos na OAB e iniciou a discussão com a repórter, que aguardava o início de uma transmissão ao vivo. A gravação ocorreu em via pública, próximo ao órgão policial.
O autor alegou ter sofrido ofensas verbais, entre elas a expressão advogada de porta de cadeia, e golpes de microfone iniciados após começar a gravar com o celular. A Record contestou que o advogado teria provocado a equipe ao estacionar no local e contestou as lesões. A jornalista não apresentou defesa.
Imagens juntadas aos autos comprovam as agressões verbais e físicas. A sentença aponta atestado médico e laudo do Instituto Médico Legal que indicaram lesão corporal leve compatível com o impacto do microfone. A magistrada destacou que a culpa do advogado não ficou caracterizada.
A juíza considerou a responsabilidade objetiva da emissora pela conduta da repórter, que atuava como preposta durante a transmissão. Ao fixar a indenização, levou em conta a gravidade da conduta, a extensão do dano e o caráter pedagógico da reparação.
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