No Brasil, apenas 19,9% das rodovias apresentam alto índice de perdão aos motoristas, aponta a CNT em levantamento de 2025. Em 42,7% o risco é médio e em 37,5% o perigo é maior.
No total, foram avaliados pouco mais de 114 mil quilômetros de malha rodoviária. A metodologia leva em conta dispositivos de proteção, acostamentos, áreas livres e sinalização para medir a gravidade provável de acidentes.
São Paulo concentra o maior número de trechos com alto perdão: cerca de 70% dos quase 11 mil quilômetros avaliados. Em contrapartida, Amapá e Roraima não tinham nenhum quilômetro nessa faixa.
Resultados por gestão
O levantamento mostra diferença entre concessões privadas e rodovias públicas. Em rodovias concedidas, 62% têm alto perdão; apenas 2,4% estão no patamar mais baixo de segurança.
Nas vias públicas, metade da malha avaliável tem baixo perdão e apenas 4,8% apresenta menor gravidade potencial de acidentes. O contraste é referência da análise da CNT.
Contexto e desdobramentos
A CNT ressalta que a infraestrutura viária influencia diretamente a gravidade de sinistros. A comparação com 2024 aponta leve queda no alto perdão, e leve alta no nível médio.
O DNIT acompanha as condições das rodovias sob responsabilidade federal via Índice de Condição da Manutenção (ICM), que classifica tudo como bom, regular, ruim ou péssimo.
Sobre o DNIT e próximos passos
O DNIT informa que monitora mensalmente as rodovias federais e cita que ações de restauração, manutenção e dispositivos de segurança são executadas continuamente. Educação de trânsito também faz parte das medidas.
Entre na conversa da comunidade