O filósofo coreano Byung-Chul Han pode ajudar a entender a pressão por produtividade que domina sociedades contemporâneas. Em obras como A Sociedade do Cansaço, ele sustenta que o problema não é apenas um sistema externo de exploração, mas a internalização da autoexploração. A mensagem central é de que muitos se moldam a um esquema de estímulo e resposta, perpetuando o esgotamento.
Segundo Han, a lógica de desempenho impõe uma voz interna que cobra ação constante. A contemplação seria tratada como fraqueza, o que alimenta a sensação de culpa quando a pessoa para. Em suas obras Vida Contemplativa: Elogio da Inatividade, ele alerta para a perda da capacidade de não fazer nada, destacando a sobrecarga de atividades como forma de exploração da própria vida.
A discussão ganha respaldo em análises que associam o ritmo atual de trabalho a impactos no bem-estar. A leitura de Han sugere que a autoculpabilização pela menor produtividade pode ser mais prejudicial do que fatores externos isolados. O debate continua letivo tanto no campo filosófico quanto na leitura de ciência cognitiva sobre tempo, atenção e esgotamento.
Entre na conversa da comunidade