O júri da morte de Henry Borel será retomado nesta quarta-feira, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, após a abertura dos interrogatórios dos réus na terça-feira. Jairinho iniciou seu depoimento por volta das 16h52, respondendo apenas aos questionamentos da defesa. Monique Medeiros também foi ouvida e acusou o ex-vereador pela morte do filho.
Ao fim da fase de instrução, o julgamento entrará nos debates entre acusação e defesa. A audiência terá tempo ampliado por haver dois réus, com a acusação apresentando até 2h30 de sustentação, seguida pelas defesas. A réplica do Ministério Público e a tréplica das defesas também terão duração prevista de 2h30 cada.
Após os debates, os jurados poderão solicitar esclarecimentos e revisar partes do processo. O juiz pode determinar diligências se houver necessidade de apuração adicional. A fase final envolve a resposta dos jurados aos quesitos de autoria, materialidade e eventual absolvição, com a sentença sendo anunciada pelo juiz.
Interrogatórios: o que ocorreu nesta terça
Durante o interrogatório de Jairinho, o ex-policial e médico afirmou ter feito brincadeiras com Henry em que o menino recebia um tipo de batida no braço semelhante a uma rasteira. Ele disse que tais situações ocorreram na presença de familiares de Monique Medeiros e disse não ter escondido os episódios. O réu também relatou que raramente ficava sozinho com Henry e que, em um único dia, ficou com a criança sem Monique, quando também estavam presentes a babá e a empregada.
Depoimento de Monique e acusações
Monique Medeiros relatou mudanças no comportamento de Jairinho ao longo do relacionamento, incluindo ciúmes e controle. Ela descreveu episódios de vigilância da localização em tempo real, restrições a amizades e a publicações em redes sociais. Segundo a ré, Jairinho afirmava ter uma posição pública que exigia ajustes no comportamento dela, especialmente na forma de se vestir. Monique também relatou acreditar que o ex-vereador poderia ter acessado informações sobre sua rotina e roupas.
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