Um guia de montanha nepali, Dawa Sherpa, foi encontrado vivo após passar seis dias na denominada “zona da morte” do Everest, enquanto desciam com um grupo que inclui o narrador Chris Thrall. A localização exata foi entre o Campo 3 e o Campo 4, a cerca de 7.500 metros de altitude.
Thrall, ex-soldado britânico, relatou que se separaram durante a descida após um esforço extenuante de dias de escalada. Sherpa foi visto pela última vez sentado sobre a mochila do líder do grupo, Hillary Dawa Sherpa, antes de o trio seguir separado.
Resgate e desdobramentos
O alpinista polonês sem oxigênio, relatado como enfrentando frostbite severo, foi encontrado ainda na região, movendo-se junto com Sherpa. Thrall descreveu que não houve sinal de Hillary Sherpa descendo no momento em que olhou para trás.
O acompanhamento médico em Katmandu informou que Dawa Sherpa acordou, está consciente e recebendo tratamento. A equipe médica trata congelamento, hidratação e traumas, com avaliação adicional prevista na UTI.
O funcionário da agência 8K Expeditions, Pemba Sherpa, classificou a recuperação como um verdadeiro auto resgate e destacou que Sherpa sobreviveu contra todas as probabilidades. A família do guia recebeu as primeiras notícias com alívio.
A temporada atual do Everest registra mais de mil ascensões oficiais, marcando o recorde de maior movimento. Cinco mortes já foram confirmadas pela agência de notícias AFP, segundo informações vinculadas à cobertura.
Entre na conversa da comunidade