Uma mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina sob suspeita de se passar por uma menina autista de 12 anos para conseguir abrigo e assistência. O caso também envolve um golpe similar aplicado em Belo Horizonte, segundo a responsável por uma instituição de acolhimento na capital mineira.
A suspeita teria vivido por cerca de três anos no abrigo de BH usando outro nome e uma história de violência e exploração sexual infantil para convencer funcionários e voluntários de que era uma criança vítima de abuso. A história ganhou repercussão nacional após a prisão em Joinville (SC).
Em Belo Horizonte, o episódio teve início em 2017, quando a mulher apareceu em uma casa de acolhimento voltada para crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência, afirmando ter 12 anos. Ela foi acolhida e acompanhada pela instituição, embora já tivesse 29 anos na época.
Comportamentos suspeitos foram observados pela equipe. A mulher falava com voz infantilizada, usava objetos típicos de criança, como mamadeira e chupeta, e desaparecia quando questionada sobre documentos ou detalhes da história. O caso permaneceu sob monitoramento por cerca de três anos.
Um episódio durante um período de recesso discountou a farsa. Ao ficar hospedada na casa da diretora, Amanda mudou de comportamento ao ser informada de que precisava retornar ao abrigo para a viagem da família. Ela passou a agir de forma agressiva, quebrou objetos e fez ameaças, causando surpresa à diretora.
A identidade real só veio à tona anos depois, quando a diretora recebeu documentos que comprovavam o nascimento em 10 de junho de 1988. Ela, atualmente próxima de completar 38 anos, continua sob investigação policial. A polícia apura quantas pessoas e instituições podem ter sido enganadas e se houve vantagem financeira ou material.
Investigação em curso
- A polícia continua checando possíveis outras vítimas e instituições que teriam sido vitimadas ao longo dos anos.
- O caso envolve perguntas sobre responsabilidades das entidades que acolheram a suspeita e possíveis impactos psicológicos nas pessoas atendidas.
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