Kanya King, fundadora dos Mobo Awards, morreu aos 57 anos. A notícia foi anunciada nesta semana, destacando o impacto de sua visão para promover a música negra britânica com uma cerimônia de grande repercussão.
King criou os Mobos com a meta de colocar a música de origem negra no centro da cena britânica, atraindo um público além do grupo inicialmente alcançado. Sua estratégia foi blindar o evento com perspectiva de reconhecimento mainstream.
A trajetória começou nos anos 1990, quando a jornalista que escreve acompanhou a crescimento da premiação, que antes ocorria em espaços comunitários. King convenceu a Carlton TV a transmitir a primeira edição, algo considerado inédito à época.
Ao longo dos anos, os Mobos ampliaram o alcance geográfico, indo além de Londres para várias cidades do Reino Unido. Em paralelo, criou o Mobo Trust, braço beneficente para apoiar futuras gerações de artistas.
A batalha contra o câncer foi anunciada há dois anos. Mesmo com o diagnóstico, King manteve atuação pública e participou da celebração de 30 anos do Mobos, em março deste ano, mantendo o ritmo de advocacy cultural.
Segundo relatos, sua energia e cordialidade foram marcantes, somando-se à sua visão de reconhecimento nacional da música negra britânica. A edição de 30 anos é apontada como marco de seu legado.
A família e a organização Mobos ainda não divulgaram detalhes sobre os próximos passos para a continuidade de projetos e programas iniciados por King. A história de sua liderança é lembrada como revolução cultural sem confrontos.
Entre na conversa da comunidade