Apple apresentou nesta segunda-feira, na WWDC, uma grande atualização do assistente Siri. O novo Siri AI integra a ferramenta de IA da Apple, o Apple Intelligence, e passa a operar de forma mais conversacional, com base no modelo Gemini da Google. A estreia ocorre antes do lançamento amplo no outono.
A reformulação transforma Siri em um chat de IA mais próximo de soluções como ChatGPT. O assistente terá um app dedicado e poderá interagir com o ecossistema nativo da Apple, incluindo dispositivos móveis e notebooks. A demonstração mostrou Siri identificando locais a partir de imagens e traçando rotas com base em dados de contatos, tudo dentro da interface do Siri.
O lançamento está programado para o outono e ocorrerá com o iOS 27, que traz outra reestruturação para a assistente. A parceria com a Google e o uso do Gemini permitem respostas mais contextuais, com capacidades de aprimorar planejamento diário, busca de informações e direções.
Durante o keynote, Tim Cook presidiu a apresentação que contou com uma recepção calorosa do público. O executivo anunciou ainda que deixa a Apple no fim do ano, após liderar a empresa por 15 anos. A substituição de liderança ficará a cargo de John Ternus, atual vice-presidente de hardware.
Além da Siri, a Apple destacou novas medidas de segurança para crianças. Os recursos limitam conteúdo acessível, quem pode contatar as crianças e quando é possível usar determinados apps. Uma ferramenta facilita a configuração pelos pais, com ajustes que se adaptam conforme a idade.
A empresa mencionou ainda controles para Safari, mensagens e a interface de Screen Time, com a finalidade de tornar mais claro o uso de apps pelas crianças. Os pais poderão estabelecer limites diários de tempo de tela e receber recomendações da American Academy of Pediatrics, já integradas ao sistema.
Outras novidades envolvem a integração de IA em Safari, mensagens e no app Home, além de ferramentas de câmera e fotos que utilizam IA para criar, editar ou melhorar imagens, desenvolvidas em parceria com a Google. A Apple reforçou que busca equilibrar inovação com proteção aos usuários.
Em relação a ações anteriores, a companhia citou atrasos na implantação de Siri e mencionou acordo de 250 milhões de dólares para resolver uma ação coletiva sobre alegações de marketing enganoso. A Apple não relatou novas informações sobre prazos específicos.
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