Apple sinaliza acordo para liberar Pix por aproximação no iPhone, sem cobrança de taxas, ao Cade. A informação surge da coluna de Lauro Jardim, publicada no Globo neste domingo. A negociação faz parte de uma investigação sobre o NFC e a concorrência no mercado de pagamentos digitais.
Segundo a reportagem, a postura da empresa representa uma mudança na disputa envolvendo o uso da tecnologia de pagamento por aproximação nos iPhones. O Cade investiga se as regras da Apple podem prejudicar a competição entre bancos, fintechs e outras instituições.
A possível assinatura de acordo permitiria que bancos ampliem o Pix por aproximação para usuários de iPhone. Na prática, pagamentos poderiam ser feitos apenas com a aproximação do celular às maquininhas compatíveis, similar ao funcionamento atual de cartões.
Se os entendimentos avançarem, a implementação incluiria bancos e instituições financeiras no Brasil que já trabalham com Pix por aproximação. A medida reduziria a diferença em relação às soluções já disponíveis para dispositivos Android.
O que muda para usuários de iPhone
A adoção da tecnologia permitiria aos usuários efetuar pagamentos por aproximação com o iPhone, em estabelecimentos equipados com leitores NFC. A oferta ampliada dependeria da assinatura de acordo entre Apple e as instituições envolvidas.
A implantação depende de aprovação de regras técnicas e econômicas, além de ajustes contratuais com bancos participantes. A atualização facilitaria transações rápidas sem uso de chip ou QR code.
Por que o Cade investiga a Apple
O Cade analisa se as regras da Apple para acesso ao NFC restringem a concorrência no ecossistema de pagamentos digitais. A investigação foi aberta em abril de 2025, após questionamentos sobre limitações impostas ao uso de tecnologia por terceiros.
A autoridade considera que restrições podem dificultar o desenvolvimento de soluções concorrentes ao Apple Pay e limitar opções de pagamento por aproximação. O desfecho depende de acordos entre a Apple, o Cade e as instituições financeiras.
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