A Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), desabou no início da noite de sexta-feira, 5, deixando quatro feridos próximos à estrutura. A interdição já havia sido determinada em caráter preventivo pela construtora e pelo governo, devido a sinais de instabilidade no terreno.
A Construtora Cidade afirma que a obra foi conduzida dentro das normas técnicas e que não havia registro prévio de anomalias que indicassem risco. Segundo a empresa, equipes identificaram, há cerca de uma semana, instabilidade no solo da região, com deslocamentos e desníveis em áreas adjacentes.
A prefeitura informou que o governo do Acre démarches recursos na Justiça para responsabilizar a construtora, citando o período de garantia da ponte, inaugurada em março de 2024. O valor da obra foi de 36 milhões de reais, executada em menos de dois anos, sob supervisão do Deracre.
Em nota, a construtora detalha que, na quinta-feira (4) encaminhou ao Deracre recomendação formal pela interdição total da ponte, incluindo a passagem de pedestres, diante do risco identificado. A empresa aponta que o fenômeno conhecido como terras caídas pode provocar rupturas em obras viárias.
Medidas judiciais e retornos oficiais
O governo do Acre acionou a Justiça para exigir plano de assistência às famílias atingidas pela erosão e pelas margens instáveis, com remoção e moradias temporárias se necessário. Também foi determinada a adoção de medidas mitigatórias emergenciais, com multas em caso de descumprimento.
A segunda ação do Estado, que solicitava o bloqueio de bens da construtora, não foi acolhida pela Justiça. A interdição preventiva da ponte já estava em vigor desde a quinta-feira, 4, como medida de segurança.
A Construtora City mantém posicionamento de cooperação com autoridades, reiterando o compromisso com a segurança das pessoas. A empresa destaca que a avaliação continua com especialistas em geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia.
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