O crime conhecido como cuckooing envolve criminosos que ocupam casas de terceiros para armazenar e traficar drogas. A prática afeta especialmente pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência, que são pressionadas a permitir a entrada dos criminosos.
Segundo a Polícia Nacional, casos de cuckooing têm ocorrido com frequência em todo o Reino Unido, com relatos de situações extremas feitas pelos autores para manter o controle das residências. As vítimas costumam ficar presas e sob pressão para aceitar abusos ou atividades ilícitas.
Na capital, Londres, a polícia registrou 1.539 ocorrências de cuckooing entre maio de 2025 e abril de 2026, das quais 1.275 envolveram homens. A prática tem ligação com operações de “county lines”, que transportam drogas para áreas rurais.
Como funciona e o que muda
A prática não era crime específico, mas a lei Crime and Policing Act 2026 deve torná-la crime com pena máxima de cinco anos. A implementação depende de diretrizes oficiais que ainda não foram divulgadas.
A polícia tem usado ordens de encerramento para interromper atividades em imóveis cuckooed, embora haja críticas sobre a resposta às vítimas. Testemunhos indicam situações de isolamento, medo de represálias e dificuldade de busca por ajuda policial.
Perspectivas e impactos
Especialistas destacam que nem sempre as vítimas são vistas como exploradas, dificultando a atuação das autoridades. Pesquisas universitárias apontam necessidade de orientações claras para reconhecer e responder à exploração.
O Home Office destacou esforços de prevenção e informou investimentos no combate ao crime organizado e às redes de tráfico de drogas, sem detalhar medidas específicas para cuckooing. As autoridades ressaltam a importância de proteção às comunidades vulneráveis.
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