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MPF entra com ação contra Albert Einstein por descumprimento de cotas

MPF ajuí ação contra Hospital Albert Einstein por não aplicar cotas em residências médicas, com metas para negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas trans

Na imagem, unidade do Hospital Israelita Albert Einstein no bairro do Morumbi, capital paulista
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O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A ação, divulgada na terça-feira (2 jun 2026), visa obrigar a instituição a adotar sistema de cotas em seus programas de residência médica.

Segundo o MPF, o hospital descumpriu diretrizes do Ministério da Saúde ao não reservar vagas para grupos vulnerabilizados no processo seletivo de 2026. A procuradora Ana Letícia Absy é autora da ação e requer editais complementares para o certame em curso.

As cotas pedidas são 30% para negros, 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência e 5% para pessoas trans. A portaria 5.801 de 2024 sustenta a obrigatoriedade de políticas de cotas em programas executados por instituições parceiras.

Padrões legais e posicionamento da instituição

O MPF ressalta que, mesmo sendo privado, o Einstein se beneficia de imunidade tributária federal por meio do Cebas e atuação no SUS, o que justifica controle estatal sobre suas ações. A procuradora afirma que a política de cotas garante igualdade de oportunidades no ensino.

O órgão sustenta que a adoção de cotas é fundamental para democratizar o acesso à formação médica no Brasil. A ação pede a abertura de editais adicionais para cumprir as medidas propostas, conforme a normativa vigente.

O Einstein informou ao Poder360 que ainda não foi citado oficialmente sobre a ação e, portanto, não tem conhecimento do conteúdo do processo. A instituição não comentou outros detalhes até a publicação desta matéria.

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