Em média, o Metrô de São Paulo registra 2,6 roubos ou furtos por hora nas estações e nos trens. O fluxo diário supera 3,4 milhões de pessoas, aproximando-se da população do Uruguai. Os episódios geram preocupação entre passageiros e funcionários.
O medo surge tanto nas plataformas quanto nos acessos às estações. O chefe de segurança do Metrô, Eduardo Agrella Carvalho, afirma que o infrator busca anonimato e a desatenção dos passageiros para agir.
A rede é monitorada por quase 5 mil câmeras de segurança, que ajudam a identificar ações em tempo real. Em média, a recuperação de celulares é de 89%. Segurança atua com equipes que às vezes circulam sem uniforme para facilitar o reconhecimento.
No centro de São Paulo, na semana passada, seis pessoas ficaram feridas em um tiroteio na estação São Bento. O incidente teve início após uma tentativa de assalto contra um policial civil de folga, segundo informações oficiais.
Passageiros relatam que os furtos costumam ocorrer em horários de pico, quando as plataformas ficam mais cheias e há maior fluxo de pessoas ao abrir e fechar portas. As autoridades ressaltam a importância do monitoramento para reduzir as ocorrências.
As estratégias de segurança incluem ações de aproximação de equipes disfarçadas entre os passageiros e o uso de câmeras para facilitar abordagens e prisões. A investigação sobre os tiros na São Bento continua em curso.
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