Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, será julgada por júri popular em junho no Maranhão. Ela é acusada de duplo homicídio qualificado e de tentativa de homicídio contra a mãe das vítimas, ocorridos em Imperatriz, Região Sudoeste do estado, em abril de 2025. A defesa é de que houve crime motivado por ciúmes e vingança.
As investigações apontam que o crime ocorreu quando Jordélia enviou um ovo de Páscoa à casa de Mírian Lira Rocha, mãe das crianças, recebendo o doce com a família presente. João Pedro, 7 anos, e Evillyn Fernanda, 13, consumiram o doce e adoeceram.
O episódio aconteceu em Imperatriz, após Jordélia viajar mais de 400 quilômetros de Santa Inês para a cidade. Ela foi presa no dia 17 de abril, em um ônibus intermunicipal, com a peruca e os óculos usados no disfarce. O mototaxista que entregou o ovo não tinha conhecimento do conteúdo.
Detalhes do caso
A denúncia do Ministério Público do Maranhão sustenta que o crime teve motivação torpe, ligada a ciúmes do ex-marido, que mantinha relacionamento com Mírian na época. Foram apontados uso de veneno, dissimulação e ataque contra menores. A investigação apontou ainda a atuação com segredo de justiça.
A Justiça acatou a denúncia em setembro de 2025. O julgamento está marcado para o dia 22 de junho. Jordélia permanece presa desde 17 de abril de 2025. O processo tramita sob segredo de justiça.
Desdobramentos
A promotoria informou que Jordélia mantinha contato com Mírian por meio de perfil falso, no qual ameaças eram dirigidas à vítima. As informações foram utilizadas para embasar a acusação por ciúmes e vingança. O júri popular decidirá o destino da acusada.
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