O Euro-Office foi lançado nesta terça-feira (09/06) como uma suíte de escritório de código aberto dirigida principalmente a organizações da Europa, com disponibilidade global. A promessa é fortalecer a soberania digital europeia, reduzindo a dependência de tecnologias externas. A estreia ocorreu apesar de críticas da The Document Foundation (TDF), mantenedora do LibreOffice.
A TDF questiona a forma como o Euro-Office está sendo promovido, além de apontar que o projeto não é inteiramente aberto. Em uma carta aberta, a organização ressalta que o primeiro pacote de escritório com código aberto originário da Europa foi o OpenOffice.org, seguido pelo LibreOffice.
Italo Vignoli, representante da TDF, acusa o Euro-Office de se apresentar como pioneiro europeu sem, na prática, ser um projeto inteiramente independente. A crítica envolve a ideia de que o Euro-Office seria um clone gratuito de outras iniciativas, com origem de código não europeia em sua gênese.
Outra crítica envolve o uso do formato OOXML, mantido pela Microsoft. Segundo a TDF, o Euro-Office opera com esse formato de arquivo proprietário, o que, segundo a entidade, torna o projeto aliado à estratégia da Microsoft de controle de conteúdo. A TDF já havia questionado o OOXML no passado.
Sobre o desenvolvimento, o Euro-Office está disponível no GitHub. Contudo, o projeto não oferece um instalador convencional e, até o momento, é voltado à integração com aplicações de servidor, com ênfase em uso corporativo e institucional. O lançamento segue em meio a debates sobre padronização e autonomia tecnológica.
Entre na conversa da comunidade