O Castle of the Pyrenees, de René Magritte, sofreu dano acidental no Israel Museum, em Jerusalém. O quadro foi punctured por um pinecone, antes que um guarda pudesse intervir. A obra foi encaminhada para o laboratório de conservação do museu.
A peça, datada de 1959, fica em exposição no Israel Museum desde 1985. A direção do museu informou que a restauração deve levar várias semanas, com prioridade para estabilizar a tela e readequar a pintura a partir do dano.
A conservadora-chefe Sharon Tager explicou que o processo envolve a preparação da base, ajuste de empenamento e tratamento das camadas de tinta a óleo. Tager ressaltou o cuidado com o equilíbrio entre visibilidade pública e proteção da obra.
Conservação em andamento
O museu descreveu que a decisão de não manter a obra sob vidro em todas as peças visa preservar a experiência do público. Em alguns casos, utiliza vidro de alta qualidade, quase imperceptível, para evitar interferência na observação.
O quadro mostra um castelo sobre uma rocha flutuante, com céu parcialmente nublado, sobre uma costa. A obra foi encomendada por Harry Torczyner para cobrir uma visão indesejada de uma janela de escritório, segundo o acervo do museu.
Torczyner, advogado e escritor, escolheu o motivo a partir de desenhos de Magritte. A relação entre o artista e o comitente resultou na sugestão de temas, mantendo a intensidade e a expressividade pretendidas.
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