A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação nesta terça-feira para desarticular um grupo suspeito de realizar golpes de venda falsa no Mercado Livre. O prejuízo estimado é de pelo menos R$ 263 mil. Cinco de oito mandados de prisão foram cumpridos.
Segundo investigação da DCCiber/Deic, o grupo simulava vendas inexistentes, recebia o pagamento e depois contatava a administradora do cartão para contestação. Em seguida, as cobranças eram estornadas e o dinheiro já havia sido transferido para contas ligadas aos investigados.
Entre os suspeitos estão dois pastores identificados como líderes do esquema, que permanecem foragidos na Espanha. Um terceiro suspeito está nos Estados Unidos. Nomes ainda não foram divulgados pela polícia ou pelo Ministério Público.
Envolvidos, locais e andamento
A operação também envolveu 15 mandados de busca e apreensão em endereços da capital paulista, Guarulhos e São Caetano do Sul. A investigação aponta que os organizadores criavam anúncios ou links de pagamento dentro do Mercado Livre e encaminhavam-nos a comparsas.
O delegado responsável pelo caso, João Carlos Miguel Hueb, explicou que o modelo consistia em vender um produto inexistente, com comprador e vendedor integrantes do mesmo esquema. O dinheiro era liberado pela plataforma, rapidamente transferido e, posteriormente, estornado.
Mercado Livre e agilidade das medidas
O Mercado Livre informou que a apuração teve origem em denúncia da própria empresa, após identificar indícios de atividade fraudulenta. A plataforma disse que nenhum comprador ou vendedor foi prejudicado e que absorveu os valores. O ML ressaltou ter equipe dedicada à prevenção de fraudes e uso de inteligência artificial para monitorar operações.
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