A praia de Punta Molentis, em Villasimius, na costa sudeste da Sardenha, proibiu o uso de guarda-sóis para pessoas entre 10 e 65 anos. A medida faz parte de uma série de regras adotadas pelas autoridades locais para proteger o ambiente natural da área.
Além de cobrança de entrada de 10 euros para frequentar a praia pública, apenas famílias com crianças até 10 anos podem usar um guarda-sol, limitado a um por grupo, e somente para quem tem mais de 65 anos. A restrição visa reduzir impactos humanos na faixada costeira.
O município explica que a decisão se deu após incêndios e eventos climáticos extremos que levantaram riscos para o ecossistema local, especialmente após a reabertura da praia, que ficou fechada desde julho anterior devido a um incêndio criminoso. A área está dentro de uma zona de conservação.
A restrição também vale para gazebos, tendas e outras estruturas de sombra, com vigência até o fim de outubro. Em comunicado, a prefeitura afirma que as medidas são para preservar a paisagem e o patrimônio natural para as futuras gerações.
A decisão gerou reação de visitantes nas redes sociais, com comentários que questionam a lógica da regra e sugerem alternativas, como buscar praias com menos limitações. Há quem considere a medida excessiva e difícil de cumprir em dias de calor intenso.
Paralelamente, em Jesolo, próximo a Veneza, autoridades reduziram em 20 mil o número de vagas para espreguiçadeiras e guarda-sóis, buscando ampliar o espaço entre frequentadores. A prática é comum em praias lotadas e de clubes privados com custos elevados.
Dados recentes indicam alta inflação nos serviços de praia privadas na Itália. Segundo o órgão de defesa do consumidor Altroconsumo, o aluguel de duas espreguiçadeiras com guarda-sol subiu 24% em cinco anos, com aumento de 6% apenas no último ano. Essa tendência alimenta o descontentamento.
Em resposta, muitos italianos têm optado por praias públicas ou com menos custos, ampliando debates sobre acesso e custos de lazer à beira-mar. A discussão envolve equilíbrio entre proteção ambiental e acesso democrático ao litoral.
Fontes: autoridades locais de Villasimius, relatos de visitação em Punta Molentis e dados de consumo de praias privadas.
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