Mickalene Thomas, conhecida por retratos coloridos com aplicações de rhinestones que celebram mulheres negras, passa a ser representada pela Jack Shainman Gallery de Nova York. A galeria fará uma mostra solo da artista em janeiro de 2028.
Thomas manterá relacionamentos de longa data com três galerias já existentes: Yancey Richardson, em Nova York; Galerie Nathalie Obadia, em Paris; e Baldwin Gallery, em Aspen. Ao longo da carreira, já esteve representada também por outras casas em Nova York, Chicago e Los Angeles.
A artista trabalha temas como raça, queerness e feminilidade, inspirando-se em história da arte, cultura popular e têxteis africanos. Formou-se na Yale com MFA em 2002 e atua em mídias como pintura, fotografia, colagem, vídeo e instalação.
Sobre a parceria com a Jack Shainman Gallery
Shainman fundou a espaço com Claude Simard em 1984 e consolidou sua presença em Chelsea. Em 2025 abriu uma grande sede em Tribeca, após erguer espaços como The School, em Kinderhook, e outras iniciativas. A galeria representa cerca de 40 artistas.
Thomas afirma ter grande afinidade com o espaço e com a visão da galeria, destacando a qualidade arquitetônica das salas como estímulo para a experimentação de novas obras. O convívio com outros artistas da casa é citado pela artista como motivador criativo.
Contexto e projeção no mercado
A galeria divulgou a representação de Faith Ringgold no ano passado e ampliou o elenco com artistas como Ifeyinwa Joy Chiamonwu e Tyler Mitchell. A rede exibe obras em feiras de destaque como Frieze e Art Basel, além de manter atividades regulares em Nova York.
Entre os números de mercado, o histórico de Thomas inclui uma venda recorde na Christie’s NY em 2021, com Racquel Reclining Wearing Purple Jumpsuit em 2016 atingindo US$ 1,8 milhão. Diversas obras venderam por valores acima de meio milhão de dólares desde 2019.
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