David Hockney, ícone da arte contemporânea, morreu aos 88 anos. A morte ocorreu de forma pacífica em sua casa, na quinta-feira 11, segundo nota enviada à CNN pela assessora Erica Bolton. A confirmação foi veiculada pela agência.
Nascido em Bradford, Reino Unido, em 1937, o artista estudou na escola de artes local e depois no Royal College of Art, em Londres. Mudou-se para Los Angeles, onde passou boa parte dos anos 1960 e se firmou.
Hockney ficou conhecido por retratos vibrantes, cenas do cotidiano e paisagens ensolaradas. Sua obra abrange autorretratos, naturezas-mortas, paisagens e, mais tarde, fotografias, colagens e cenografia de balé e ópera.
O pintor explorou a sexualidade em obras que retratavam a vida doméstica e relações entre homens, em tom explícito e lúdico. Também imortalizou seus dachshunds em pinturas e em livro.
Entre as obras célebres estão séries de piscinas iluminadas, que pareciam congelar o tempo. Hockney também manteve atuação internacional, com exposições em museus e retrospectivas de destaque ao longo da carreira.
Legado e reconhecimentos
Hockney criou uma fundação para gerenciar sua obra e manter seu legado. Em 2018, uma de suas pinturas foi vendida por US$ 90,3 milhões, recorde entre obras de um artista vivo por curto período.
Ao longo da carreira, o artista recebeu prêmios e integrou a Royal Academy. Em 2012, aceitou a Ordem do Mérito, mantendo sempre postura independente e foco na criatividade.
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