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MPF pede prazo máximo para consultas de cardiologia após fila de 15 mil em MG

MPF solicita prazos máximos para consultas de cardiologia em Minas Gerais diante de fila de 15 mil pacientes, com 30 dias para urgência e 60 dias para eletivos

MPF acionou a Justiça após identificar uma fila de 15 mil pacientes
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O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal de Minas Gerais para que o governo do estado fixe prazos máximos para consultas de cardiologia na rede pública. A medida busca reduzir a fila de aproximadamente 15 mil pacientes aguardando atendimento na região.

O MPF aponta que a espera por consultas de cardiologia em Minas Gerais tem se alongado nos últimos anos. A ação pede que casos sejam avaliados pela gravidade e que haja ampliação da oferta de consultas e exames na especialidade.

O órgão destaca ainda que, no Hospital de Clínicas da UFU, há uma quantidade significativa de cirurgias cardíacas de urgência em detrimento de procedimentos programados. A situação é apresentada como sinal de gestão de recursos insuficiente na cardiologia.

A ação civil pública foi ajuizada após tentativas de diálogo com o governo estadual, sem sucesso, segundo o MPF. O objetivo é estabelecer prazos máximos: 30 dias para urgência e 60 dias para eletivas, com plano de expansão de serviços.

Os pedidos incluem que o Estado apresente metas e prazos definidos e informe periodicamente à Justiça o andamento das medidas. Em caso de descumprimento, pode haver aplicação de multa diária.

O MPF ressalta a relevância do acesso rápido a serviços de cardiologia, dada a elevada mortalidade associada a doenças cardíacas no país e a necessidade de melhoria na gestão de filas na rede pública.

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