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Pai mata a filha; nova descoberta surpreende pesquisadores

Nova investigação aponta que o pai pode ter agido por acreditar que Olga não era filha dele, em Cuiabá, diante de um histórico de violência familiar

Novas revelações surgiram sobre pai que tirou vida da filha
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Um pai é apontado como autor do assassinato da filha Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Cuiabá, Mato Grosso. O crime ocorreu no dia 7 de junho, na residência de Claudinei Silva, após retorno da menina de uma festa na casa do avô. A investigação aponta que Claudinei agiu após alegada observação de uma conversa entre Olga e um garoto no celular.

A defesa e a família de Olga veem o caso sob novo prisma após revelações apresentadas pela advogada da família materna, Dayane Rodrigues. Segundo ela, Claudinei já tinha histórico de violência divulgado em 2018, quando tentou prender a mãe da menina por três dias.

Naquele ano, Claudinei foi condenado a 11 anos, 4 meses e 20 dias, após agressões. A advogada informou ainda que o pai disse, em 2018, que Olga não era filha dele, o que pode ter motivado conflitos anteriores com a mãe. A promotora pediu novas oportuntades de oitiva para esclarecer motivações do crime.

A mãe da menina, que sempre afirmou a filiação, afirma que Olga não possuía celular nem redes sociais e que Claudinei é analfabeto, o que tornaria improvável a leitura de conversas. A advogada descreve que, ao deixar a prisão em 2022, Claudinei pediu para reatar o vínculo, com visitas limitadas, sob regime aberto.

A família materna considera a hipótese de que a desconfiança sobre a paternidade tenha alimentado a violência. Dayane Rodrigues solicitou à delegacia a cópia do inquérito de 2018 e requer novo interrogatório para entender se a alegada dúvida sobre a paternidade motivou o crime.

Os familiares ressaltam que Olga era muito ligada ao pai e que a mãe permitiu o contato para a honra de manter a menina ao lado dele, dentro das regras do regime. A defesa não se pronunciou oficialmente sobre as novas informações apresentadas.

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