Henry, a loja de objetos coletados da artista Nancy Shaver, encerra suas atividades em Hudson, Nova York, após 30 anos. O fechamento ocorre em 15 de julho e encerra um projeto artístico de longa duração.
A loja funciona como um compêndio em constante transformação, com itens que mostram sinais de uso e tempo. Para Shaver, as peças dialogam entre si, formando narrativas que também aparecem em sua prática artística.
O espaço funciona como laboratório de montagem de objetos, muitas vezes cruzando itens do ateliê com peças de Henry. A dinâmica visual serve de base para suas esculturas e instalações.
Caso de ritmo entre arte e varejo, Henry também serviu de palco para ampliar a prática inclusiva de Shaver, com participações de colegas artistas em projetos como a Bienal de Veneza de 2017.
Planos e motivos (subtítulo)
A proprietária afirma que o motivo do encerramento é a retomada do espaço pelo proprietário do imóvel, que tem sido generoso como uma espécie de apoio financeiro. Ela enxerga a decisão como a abertura de um novo capítulo.
Há planos de pop-ups futuros, inclusive uma exposição na Califórnia em novembro, em parceria com Sam Parker, com uma apresentação muito pequena do formato Henry. A mudança envolve reorganizar estoques para abrir espaço a novas iniciativas.
Sobre o impacto na prática artística, Shaver sugere que o encerramento pode alterar a relação entre Henry e seu ateliê, permitindo maior tempo dedicado ao estúdio e às novas experiências com eventos temporários.
A loja é descrita pela própria artista como um salão para objetos, funcionando como extensão de seu trabalho. A interlocutora destacou a importância de manter a curadoria de peças que comunicam entre si.
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