Na manhã de 21 de junho de 2025, um balão com 21 pessoas a bordo decolou de Praia Grande, município de Santa Catarina. O veículo aéreo pegou fogo logo no começo do passeio, levando à queda de oito ocupantes. Quatro passageiros optaram por pular, enquanto outros quatro morreram carbonizados. Treze pessoas sobreviveram, incluindo o piloto.
O acidente é considerado a maior tragédia do balonismo brasileiro. O caso está sob investigação da Polícia Civil em segredo de Justiça, com a empresa responsável, Sobrevoar, ainda sem resposta formal até a última atualização. O extintor dentro do cesto não teria funcionado de acordo com as investigações.
As primeiras informações indicam falhas técnicas na segurança do voo. O Corpo de Bombeiros enviou o relatório inicial às 8h18, após o resgate. Em outubro de 2025 a primeira investigação foi concluída, sem apontar conduta criminosa. O inquérito foi reaberto em novembro, após a troca de comando na delegacia local.
Avanços da apuração e atuação do Ministério Público
O Ministério Público de Santa Catarina informou que as investigações seguem em andamento e sob segredo de Justiça, com frentes criminais e civis em curso. A Promotoria destacou que uma reconstituição do acidente ainda está pendente, a ser realizada pela Polícia Científica com participação de peritos indicados pelas famílias.
O MPF também acompanha procedimentos relacionados a possíveis responsabilidades civis e questões de proteção aos direitos do consumidor. A Polícia Civil não se manifestou sobre o caso. A defesa de familiares aponta para demora na apuração e pede esclarecimentos, sem apontar culpados até o momento.
Contexto de Praia Grande e balonismo
A cidade de Praia Grande, com cerca de 8,2 mil habitantes, é conhecida pela prática de balonismo, que envolve voos frequentes e impulsiona a atividade turística local. Em 2025, normas para balões tripulados passaram por atualização regulatória e entram em vigor gradualmente até 2028, com mudanças na certificação de operadoras e requisitos de segurança. Apenas alguns municípios possuem autorização para voos comerciais, entre eles quatro em Santa Catarina.
Até hoje, a região já contabilizou mais de 50 mil voos desde o início da atividade em 2017. O acidente de 2025 não foi o primeiro incidente registrado, ocorrências menores já tinham sido relatadas, mas sem gravidade semelhante. A prefeitura e a Secretaria de Turismo continuam acompanhando o desdobrar das normas e o retorno do turismo na região.
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