Mureka, empresa de IA musical, está se reposicionando como a primeira plataforma musical AI-native do mundo, com a proposta de “fechar o ciclo” entre criação e audição. Em vez de considerar a música pronta ao final da composição, a companhia afirma que o que importa é a continuidade: a canção precisa ser enviada, salva e cantada de volta para quem a criou ou para quem a receber.
A mudança de foco veio de conversas com usuários em quase 100 países e de 2 mil sessões reais de criação. O retrato apresentado é de canções altamente pessoais, mas com motivos comuns: um destinatário específico ou o desejo de capturar um estado emocional. Esse perfil internacional se revela em diferentes estilos regionais e na forma como as pessoas integram música ao cotidiano.
A abordagem MusiCoT e o foco em canções completas
A empresa apresenta o conceito MusiCoT (Music Chain-of-Thought), que planeja a música como um todo antes de renderizar melodia, vocais e instrumentos em uma faixa única. A ideia é evitar fragmentos vazios e oferecer uma obra coerente desde a concepção.
O modelo V9, lançado em março, promete vocais mais naturais e coerência em mais de 10 idiomas. Segundo a empresa, a tecnologia serve de ferramenta, não de mensagem, para canções como corri-do, memórias de aniversário ou tributo a pessoas próximas.
Detalhes do posicionamento e próximos passos
A Mureka afirma que não busca apenas melhorar um gerador, mas criar um espaço onde a música tenha vida além da geração. A plataforma está disponível na Web, iOS, Android e desktop, com planos de evoluir com o lançamento do modelo V10, previsto para o terceiro trimestre.
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