Na manhã desta terça-feira (23/6), a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma operação que mira um núcleo ligado à facção, vinculado à chamada Sintonia Final da Leste. A ação mobilizou 28 equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para cumprir 21 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em Atibaia, Itanhaém e na Zona Leste da capital.
Os alvos ocupam posições de destaque na estrutura da organização criminosa. Caveira, identificado como Cícero Marcos Silva de Souza, é apontado como operador de alta relevância na logística de drogas e armas, além de comunicações dissimuladas e articulação com outros membros. Glay, Gladson Loschiavo de Campos, atuaria como articulador entre a Zona Leste de SP e a Baixada Santista, com ligação à logística de drogas e encontros entre integrantes.
Um terceiro integrante, cujo nome não foi divulgado por ainda estar foragido, completa o trio de presos até o momento. Caveira já possui antecedentes por crimes patrimoniais, tráfico de drogas e associação para o tráfico, com registro de participação em uma operação de 2019 envolvendo transporte de maconha, armas e granadas no Paraguai. Em 2020, seu nome apareceu em lista de fugitivos após a fuga em massa da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero.
Pontos-chave da operação
As investigações identificaram uma estrutura criminosa complexa, com lideranças, operadores, núcleo logístico, retaguarda operacional e possível braço financeiro. As provas reunidas incluem informações de inteligência, campanas, monitoramentos e registros fotográficos, além de identificação de veículos e endereços.
As buscas visam localizar aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, chips, documentos, registros empresariais e anotações que ajudem a esclarecer a extensão da organização, identificar novos integrantes e aprofundar apurações sobre os núcleos logístico, familiar-operacional e financeiro.
Estrutura criminosa e desdobramentos
A investigação descreve uma rede estruturada, com áreas dedicadas à logística de drogas e armas, comunicação entre núcleos e retaguarda financeira. Até o momento, Caveira e Glay foram presos, com o terceiro integrante foragido, ainda sob monitoramento das autoridades. A polícia não divulgou prisões ou quebras adicionais até o fechamento desta edição.
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