A operação Última Parada foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, em São Paulo, para desmontar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC envolvendo a empresa de ônibus Transunião. As investigações apontam também contatos com a máfia italiana Ndrangheta. As ações ocorreram na capital, na região metropolitana e em Extrema, Minas Gerais.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil, o circuito financeiro usado para ocultar recursos ilícitos na concessão de transporte está ligado a operações já investigadas em outras frentes, como Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi. Há indicativos de uso de um mesmo modus operandi entre os casos, além de agentes em comum entre as ações.
Entre os alvos, estão Jair Ramos de Freitas, conhecido como Cachorrão, e Lourival de França Monário, com mandados de prisão expedidos. Também é citado Fábio Fernandes de Souza, que integrou o Conselho de Administração da Transunião entre 2020 e 2023. A investigação aponta ligações entre esses nomes e o esquema de lavagem.
Envolvimento político e desdobramentos
A operação também identificou o envolvimento de Senival Pereira de Moura, vereador do PT e primeiro-secretário da Câmara Municipal de São Paulo, apontado como líder oculto da Transunição. Outros quatro investigados, entre integrantes do PCC e o presidente formal da empresa, tiveram mandados cumpridos.
De acordo com o inquérito, Senival atuaria como articulador de decisões financeiras e administrativas que favoreciam o grupo criminoso. A investigação considera que a morte de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, em 2020, guardaria relação com a suposta gestão irregular de recursos.
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