A estação ferroviária de Maria da Fé, em Minas Gerais, completa 135 anos no dia 27 de junho. Inaugurada em 1891, a inauguração marcou o início da ocupação da Serra da Mantiqueira pelo município. O ramal Sapucaí ligou Soledade de Minas a Maria da Fé, abrindo caminho para o desenvolvimento local.
O edifício, hoje centro cultural, preserva a memória ferroviária da região. Ao longo do tempo, a estação teve diversas transformações administrativas e foi incorporada a diferentes empresas ferroviárias, até chegar à atual função municipal de espaço histórico.
Desde a década de 1980, o local passou por restaurações e tombamento. Em 1985, passou a funcionar como centro cultural, consolidando-se como patrimônio. O tombamento ocorreu em 1998, com revitalização concluída em 2008.
A praça da estação abriga desde 1998 a locomotiva a vapor Baldwin nº 225, fabricada nos Estados Unidos em 1918. O equipamento, removido anos antes, foi integrado ao acervo municipal após restauração com apoio da prefeitura.
O ramal Sapucaí tinha 269 quilômetros de extensão. Ele deixou de operar para passageiros em 1979 e permaneceu ativo para cargas até 1986, quando os trilhos começaram a ser retirados. Hoje, a ferrovia é lembrada pela importância histórica para Maria da Fé.
Dístico era o letreiro que marcava a chegada e servia de referência para os passageiros. Entre Soledade de Minas e Itajubá, o trecho era composto por oito estações, com trens que raramente superavam 30 quilômetros por hora.
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