A Escuela Internacional de Cine y Televisión (Eictv), em San Antonio de los Baños, Cuba, vive um momento crítico devido à crise econômica que atinge o país. Cortes de energia, falta de recursos e redução do apoio internacional desafiam o funcionamento da instituição.
Fundada em 1986, a escola é referência no cinema latino-americano. Enfrenta inflação, dificuldades de acesso a moedas estrangeiras e limitações na importação de equipamentos, impactos que atingem a formação prática dos alunos.
O modelo de ensino, pautado pela prática, segue ativo, mas com ajustes. Oficinas e projetos sofrem com a escassez de materiais e com custos operacionais mais altos, diante do cenário macroeconômico cubano.
A Eictv mantém um corpo docente majoritariamente internacional e recebe estudantes de várias regiões. Mesmo com carências locais, a escola preserva a diversidade cultural e a convivência entre diferentes idiomas.
A presença brasileira permanece significativa, tanto entre alunos quanto entre docentes. Ailton Jesus, aluno do último ano, afirma que o Brasil tem visto maior competição no setor artístico, com oportunidades, porém muitos concorrentes.
Ao longo de quase quatro décadas, a instituição formou profissionais que atuam em festivais, produtoras e projetos ao redor do continente. A direção ressalta a relevância pedagógica mesmo em tempos difíceis.
Desafios e continuidade
Apesar das dificuldades, a escola busca manter a formação de cineastas do Sul Global, enfatizando a ideia de cinema como ferramenta de pensamento crítico e integração cultural na região.
A gestão descreve ações para preservar o espaço de convivência entre artistas de diferentes países, essenciais para a identidade da instituição e para a produção audiovisual latino-americana.
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