O Swiss Institute, instituição com sede em Nova York, adquirirá o piso térreo e o andar inferior do edifício 250 Bowery, onde funcionará seu espaço permanente a partir da primavera de 2027. A mudança marca o sexto endereço da entidade desde 1986.
A diretora Stefanie Hessler afirma que o novo espaço representa um “novo capítulo” na história da instituição, que comemora 40 anos. A organização buscava um novo local há cerca de 2,5 anos, ao mesmo tempo em que assegurava os recursos para a aquisição.
O novo endereço fica perto de locais como o New Museum e anteriormente abrigou o International Center of Photography. A instituição planeja manter o foco em exposições inovadoras e artistas em primeiras individuais, conectando perspectivas locais e internacionais.
A Bowery receberá uma ampliação de cerca de 4 mil m², elevando a área a aproximadamente 11 mil m². Segundo Hessler, o espaço deve ser flexível para acomodar diferentes formatos de mostra e apoiar a visão de cada artista.
O projeto de remodelação ficará a cargo do escritório Johnston Marklee, de Los Angeles. A empresa já atuou em projetos como a residência do Whitney Independent Study Program e a reabilitação de museus e institutos de arte.
Desde a fundação, o Swiss Institute ocupou espaços na Upper West Side, SoHo, Tribeca e East Village. A organização foca em arte contemporânea, com ênfase em artistas emergentes e propostas experimentais.
Enquanto isso, as atividades no espaço de St. Marks, no East Village, seguem até 5 de julho. A programação não será interrompida, com desdobramentos anunciados para o período de transição.
Além das mudanças, o instituto reforça o vínculo com a comunidade local. Em setembro de 2024, Hessler organizou a mostra Energies, que revisitou uma história de coop que gerou energia de forma colaborativa nos anos 1970.
Abertura e programa inaugural
Para inaugurar o espaço permanente, o Swiss Institute prepara a exposição coletiva The Environment, com comissões de artistas inspiradas em um projeto de Bud Wirtschafter de 16mm. O objetivo é reexaminar a prática de registrar o entorno.
O projeto atual envolve artistas que atuam com diversas mídias, incluindo vídeo, instalação, performance e arte pública. As obras abordarão questões sobre o que constitui o ambiente, quem tem acesso e quem o molda.
A proposta é criar intervenções que dialoguem com comunidades onde os artistas atuam ou com comunidades de Nova York. O objetivo é ampliar vozes e repensar a representação do espaço urbano.
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