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RRT: o que é, para que serve e é obrigatório na construção

RRT é obrigatório para serviços técnicos de arquitetura e urbanismo; garante responsabilidade, protege contratante e pode gerar sanções se não emitido

O Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) é exigido quando há prestação de serviço técnico nas áreas de arquitetura e urbanismo
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O Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) é um documento exigido pela legislação brasileira para serviços técnicos nas áreas de arquitetura e urbanismo. Ele atesta quem é o responsável pela obra, garantindo conformidade com o projeto e a lei.

O RRT deve ser emitido por arquitetos ou urbanistas com registro ativo no CAU. O objetivo é assegurar responsabilidade técnica, legal e ética, protegendo contratantes, profissionais e a sociedade.

Segundo o CAU, todos os profissionais envolvidos em uma atividade devem emitir o RRT, compartilhando a responsabilidade pelo trabalho. O registro ocorre no SICCAU e traz dados do projeto, contratante e contrato.

O RRT pode ser solicitado antes do início da atividade ou durante a execução, conforme o prazo de cada modalidade. Emissão fora do prazo caracteriza o RRT Extemporâneo, sujeita à aprovação pelo CAU.

O que muda com o RRT depende da complexidade da obra. Em projetos simples, pode ser utilizado o RRT Simples ou o RRT Mínimo, voltados para atividades de menor porte e reformas.

Quando emitir o RRT?

Pequenos reparos estéticos não exigem RRT, conforme avaliação da prática profissional. Em contrapartida, serviços técnicos de arquitetura e urbanismo, laudos, consultorias e obras com responsabilidade técnica exigem a documentação.

Exercícios de cargo técnico, vínculo com empresas públicas ou privadas, ou obras com área relevante também demandam o RRT. Obras de até 70 m² que envolvam atividade técnica costumam seguir essa regra.

Movimentos de Habitação de Interesse Social (HIS) e projetos públicos também costumam exigir o RRT. Atividades no exterior podem ter caráter opcional, dependendo da orientação profissional e da natureza do serviço.

Transferência de ART para o CAU, quando necessária para certidões, também pode exigir documentação correspondente. O RRT registrado comprova a responsabilidade técnica e facilita fiscalização.

Tipos de RRT

Para complexidade menor, o RRT Simples registra várias atividades do mesmo grupo para uma obra específica. O RRT Mínimo atende reformas, HIS e projetos com até 70 m².

Há ainda o RRT Derivado, utilizado para registrar atividades que já tiveram ART no CREA. Existe também o RRT Extemporâneo para serviços já realizados sem registro. Outros casos podem exigir comprovação documental.

Os custos variam conforme modalidade: alguns itens são gratuitos, enquanto outros são tabelados, com cobrança de taxas pelo CAU. O profissional ou a empresa arcariam com as duas opções.

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