A disputa envolvendo a mansão adquirida pelo jogador Richarlison, em Angra dos Reis (RJ), revela falhas comuns na compra de imóveis de alto valor. A ação mostra que apenas analisar a matrícula não basta; aspectos possessórios também contam. O imóvel fica na Ilha Comprida e foi adquirido por cerca de 10 milhões de reais.
Segundo especialistas, houve uma cadeia antiga de direitos possessórios anterior à compra. A WT Administração de Imóveis, ligada ao advogado Willer Tomaz, adquiriu esses direitos e obteve decisão reconhecendo a posse. Richarlison não é apontado como parte da ação, apenas como interessado.
A posse foi consolidada em favor da WT, após a desistência de uma via processual ligada ao ex-empresário do atleta. Com isso, a disputa judicial ganhou contornos de divergência entre propriedade e posse, o que gerou o litígio.
Como consequência, podem surgir novas ações judiciais mesmo com a posse reconhecida. Possibilidades incluem ações indenizatórias, disputas contratuais entre envolvidos na negociação e, se houver indícios de fraude, uma ação anulatória, dependendo das provas.
O que poderia ter evitado o caso envolve diligência prévia mais rigorosa. Aconselha-se investigação detalhada da cadeia dominial, verificação de ações judiciais envolvendo o imóvel, auditoria imobiliária e acompanhamento de um advogado antes da assinatura do contrato.
Posicionamento técnico aponta que adquirir um imóvel não garante situação jurídica livre de conflitos. Direitos possessórios anteriores ou disputas pré-existentes podem gerar litígios caros, reforçando a importância da prevenção jurídica.
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