Um grupo criminoso atuou por 17 anos na Feira dos Importados, no Distrito Federal, desviando mais de R$ 11,4 milhões em impostos. A prática envolveu empresas de fachada, uso de laranjas e ocultação de patrimônio, segundo a Justiça.
A investigação começou após auditoria fiscal que cruzou vendas feitas por cartão com livros fiscais eletrônicos. O caso foi encaminhado à Justiça pela 2ª Vara Criminal de Brasília e integra a Operação Efeito Macro.
Estrutura do esquema e funcionamento
Os líderes eram Abbas Mohammad Ahmad e Gislaine Teodosio de Gois. O grupo utilizava cinco empresas no SIA para fragmentar o faturamento e manter atividades no regime do Simples Nacional, com declarações zeradas.
A Coaf identificou movimentações incompatíveis com a renda de um dos líderes: em um mês, a conta recebeu mais de R$ 2,4 milhões, contra renda declarada de R$ 5 mil.
Condenações
Seis integrantes foram condenados em 2 de julho. Abbas Ahmad recebeu 14 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, considerado mentor.
Gislaine Teodosio de Gois foi condenada a 15 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado. Diego Rodrigues Dias da Silva pegou 7 anos em regime semiaberto.
Melquizedeque Ferreira dos Santos teve 5 anos e 6 meses, e Werverson Ferreira Diniz, 4 anos e 2 meses, ambos em semiaberto. Jefferson Teodosio de Gois ganhou 3 anos de prisão, convertido em restritivas de direitos.
O pai de um condenado foi absolvido por falta de provas de dolo, sendo considerado instrumentalizado pela família pela idade. As defesas ainda podem recorrer em liberdade.
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